NOVA COLECÇÃO
Uma nova edição, a quarta, do concurso gastronómico Lisboa à Prova, iniciativa conjunta do município, Turismo de Lisboa e AHRESP. Até Dezembro a restauração da capital agita-se. Uma iniciativa aberta ao voto do público que conta, ainda, com o lançamento de um “Guia Gastronómico de Lisboa”.
A animação entrou em 13 lojas centenárias da Baixa de Lisboa. Chamou-se “Teatro das Compras”, envolveu actores, proprietários e clientes. Prolongou-se por três semanas, entre 17 de Junho e 3 de Julho. Atraiu turistas e alguns clientes.
Uma parceria entre a Junta de Freguesia de Santos-o-Velho e a Escola Profissional de Imagem propõe encontrar uma nova imagem para a Madragoa. O objectivo: dinamizar o bairro histórico e conferir-lhe uma marca. Uma imagem representativa das populações e origens.
Preservar as Vilas de Benfica foi o que fizeram 1500 cidadãos daquele bairro ao entregarem uma petição com mais de 1500 assinaturas. O objectivo: salvar e recuperar a Vila Ana e Vila Ventura, dois casarões centenários situados na Estrada de Benfica. Os edifícios constam do Inventário Municipal do Património.
O Tribunal de Contas visou o empréstimo de 120 milhões de euros relativos ao Programa de Investimento Prioritário em Acções de Reabilitação Urbana (PIPARU) do município de Lisboa. Um plano de reabilitação de mais de uma centena de edifícios em bairros históricos como Alfama, Bairro Alto e Castelo poderá assim começar a ser executado. A primeira transferência será de 47,5 milhões de euros.
No total foram mais de 600 obras, de 246 artistas de 14 nacionalidades na 1ª bienal de arte contemporânea Portugal Arte 2010, Lisboa foi um dos palcos escolhidos para o evento que decorreu até 15 de Agosto. Um evento que promoveu a ligação de Portugal a instituições culturais internacionais e que deu visibilidade a Lisboa.
EM SALDOS
O Conselho de Ministros aprovou o alargamento do horário das grandes superfícies (com mais de dois mil metros quadrados) ao domingo. No terreno passam estes estabelecimentos a poder funcionar todos os dias das 06h00 às 24h00. Inquirido, o Ministro da Economia Vieira da Silva, referiu: “A ideia de que havia dois segmentos no comércio [comércio tradicional e grandes superfícies] já não é verdade. Excepções à lei já não fazem sentido”.
Depois de aparecer com cara lavada para a visita Papal de Maio último, a Praça do Comércio “fecha” parcialmente para mais obras. Isto numa altura em que um grupo de cidadãos manifesta descontentamento com os candeeiros, de traço moderno, colocados na praça. Onde param os candeeiros do século XIX que combinavam com a praça barroca?
A decisão da Câmara de Lisboa de deixar de cobrar aos promotores imobiliários, em certos casos, contrapartidas até aqui exigidas (as chamadas “cedências” i.e. aprovação de obras geram compensações com dinheiro ou terrenos) está a gerar polémica. O principal protagonista é o Banco Espírito Santo (BES). A maioria socialista na câmara é acusada por vereadores dos partidos de direita de prejudicar as finanças municipais em benefício dos promotores. Isto ao não aplicar o regulamento que entrou em vigor em 2009. Defende-se a câmara alegando que o projecto do BES deu entrada antes dessa data.
Parece não haver fim à vista para a saga Parque Mayer. Num novo episódio, a Parque Mayer, SA, empresa do universo Bragaparques, prometeu recorrer da anulação da troca do terrenos com a Câmara Municipal de Lisboa (CML) não excluindo reclamar indemnização da autarquia. Esta, por seu turno, não abandonando o caminho do diálogo, não afasta a hipótese de expropriação “por um valor justo” sobre os terrenos do Parque Mayer.
Sem palavras. Arco de Jesus em Alfama, Julho de 2010, in CidadaniaLX (foto de Paulo Nunes).
São 1117 edifícios municipais e privados em risco de segurança. Outros 6800 em mau estado de conservação. Isto só na cidade de Lisboa. Os números foram apresentados recentemente pela vereadora da habitação, Helena Roseta, que não se coibiu de referir que “Lisboa está em risco de cair”.
Nas Avenidas Novas a reabilitação das artérias afectadas pelas obras do metropolitano só estará concluída em 2011. A intervenção, já acordada com as quatro juntas de freguesia abrangidas, vai demorar sete meses. A autarquia vai pagar a reabilitação dos semáforos e um troço na Avenida Duque d’Ávila onde o Metropolitano de Lisboa não interveio. À transportadora cabe suportar a repavimentação do troço até ao Arco do Cego, o alargamento dos passeios da Duque d’Ávila e a criação de vias para bicicletas. Planos que incluem alterações à anterior circulação.