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| GABINETE CONTABILIDADE E FISCALIDADE |
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| Quando a água bate na rocha |
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Os primeiros sete meses do corrente ano, apesar de terem decorrido a um ritmo vertiginoso, nada trouxeram de novo, infelizmente, ao estado da nação, pese embora um dos partidos da oposição ter afirmado a sua intenção de apresentar na Assembleia da República uma proposta de revisão constitucional, afirmação e intenção que foram tidas como extemporâneas, quer pelos restantes partidos, quer por analistas e comentadores, quer, inclusivamente, pelo Presidente da República.
Aliás, se os Prezados Leitores nos permitem este desabafo, o qual serve também para provocar um pouco a vossa sensibilidade, no nosso entender tanto o partido do Governo, como os partidos da oposição, têm estado mais entretidos na discussão da baixa política do que nos reais interesses do país, o qual exige que se chegue a um consenso o mais alargado possível para que possam ser introduzidas as reformas estruturais imprescindíveis de modo a podermos enfrentar o futuro com uma réstea de optimismo e não mergulhados no mais profundo desespero e na mais negra incerteza. Reparem os Prezados Leitores, cingindo-nos agora ao comércio, mas que se podem retirar as devidas ilações para a indústria, para a agricultura assim como para os serviços, como podem os empresários deste País planificar a sua actividade se não têm a mínima certeza quanto aos encargos que terão que suportar nos tempos que se vão aproximando?
Com o constante agravamento das condições de vida, e o que é mais grave, no nosso entender, com as medidas, de combate ao défice, que vão sendo tomadas aos soluços, quase nos apetece dizer “às pinguinhas”, os nossos concidadãos retraem-se pois, ao invés do que ensinam todos os manuais, ao não existir um tratamento de choque que permitiria a expectativa da chegada de melhores dias, existe, não essa expectativa, mas sim a convicção, de que estão para chegar, ainda, no futuro próximo, dias piores. Estamos crentes de que seria muito mais útil e benéfico para o País ser confrontado com a nudez crua da verdade do que com o manto diáfano da fantasia, porque, queiramos ou não, quando a água bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão. Neste caso, a crise é a água, a rocha o nosso País e o mexilhão somos todos nós...
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