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Medidas de Segurança | Atividade Óptica

4 Maio 2020

Para conhecimento de Associados que desenvolvam actividade de Ó p t i c a, anexo informação:

 

A Associação Nacional dos Ópticos emitiu Manual de Procedimentos e Boas Práticas para o Sector:

https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2020/05/02125641/reduxbscovid-19-manual-de-procedimentos-e-boas-praticas-ano-2020-revisto-01-05-2020-rev.pdf

 

Entre as recomendações constantes do Manual, contam-se as seguintes:

 

Protecção e distâncias

 

É aconselhada a afixação dos conselhos de saúde e higiene na montra ou a colocação de um cartaz com as normas a seguir pelos clientes na entrada da loja.

 

Poderá fornecer máscaras descartáveis aos clientes à entrada e, sendo possível, entregar a cada cliente protecções para os sapatos.

Em caso de suspeita de infecção, seguir o plano de contingência do estabelecimento, que deve estar de acordo com a Norma 006/2020 da DGS, designadamente prever que a pessoa deve ser isolada (caso a condição clínica o permita) e ligar para o SNS 24 – 808 24 24 24, ou o 112, conforme a gravidade.

 

Permitir a entrada apenas de  um cliente por cada 20 m2 de área do estabelecimento, para poderem manter a necessária distância de segurança, devendo esta informação estar devidamente afixada.

Não permitir que esteja mais do que um cliente/paciente em espera ou colocar sinalização no chão para que mantenham a distância mínima de segurança

 

Colocar gel desinfectante ou álcool na entrada e pedir ao cliente que o utilize.

 

Colocar também um recipiente com tampa e pedal para os clientes colocarem resíduos de produtos utilizados, designadamente a protecção para os sapatos.

 

Limpeza e desinfecção dos espaços e equipamentos

 

Os equipamentos que não estiverem a ser utilizados devem ser protegidos por material descartável ou lavável.

Todos os equipamentos e material utilizados devem ser desinfectados após cada utilização, mediante a utilização de detergentes de base desinfectante que cumpram os requisitos recomendados pela Direcção-Geral da Saúde na sua Orientação n.º 014/2020.

As superfícies de toque frequente devem ser limpas no mínimo 6 vezes ao dia.

Os puxadores de portas devem ser limpos com mais frequência – cerca de 1 vez por hora.

O chão deve ser lavado com água quente e detergente comum pelo menos 2 vezes por dia e, em seguida, desinfectado com uma solução de lixívia diluída em água. Deixa-se actuar durante cerca de 10 minutos e, de seguida, enxagua-se com água quente.

Não usar aspiradores a seco em zonas públicas, salvo se forem aspiradores com tanque de água que recolhe a sujidade na água. Este depósito deve ser despejado e lavado entre cada uma das áreas a aspirar.

A limpeza deve ser realizada sempre no sentido de cima para baixo e das áreas mais limpas para as mais sujas: paredes e tecto (se aplicável); superfícies acima do chão (bancadas, mesas, cadeiras, corrimãos, outros); equipamentos existentes nas áreas; instalações sanitárias; o chão é o último a ser limpo.

Os panos de limpeza devem ser, preferencialmente, de uso único e descartáveis (usar e deitar fora), diferenciados por um código de cores, para cada uma das áreas, de acordo com o nível de risco, por exemplo:

  • Bancadas, mesas, cadeiras, cadeirões de restaurantes e de gabinetes, entre outros — azul.
  • Mesas de refeição e áreas de preparação de alimentos — verde.
  • Pano só para limpar o lavatório — amarelo.
  • Pano para as sanitas (exterior) — vermelho. A parte interior da sanita não precisa de pano, deve ser esfregada com o próprio piaçaba e com detergente de base desinfectante.

O balde e esfregona para o chão são habitualmente reutilizáveis, pelo que se deve garantir uma limpeza e  desinfecção destes equipamentos no  final de cada utilização. O balde e esfregona devem ser diferentes, para as áreas atrás referidas. Por exemplo: o balde e esfregona usados nas casas de banho não devem ser usados nas áreas de alimentação ou em outros espaços públicos.

Os detergentes a usar são os comuns ou de uso doméstico: hipoclorito de sódio com a concentração original de 0,05 c/c, pronta a usar. Se tiver de efectuar diluições, seguir as indicações da DGS- 014/2020.

Podem ser ainda utilizados produtos de desinfecção rápida sob a forma de toalhetes humedecidos no desinfectante e fornecidos em dispensador próprio (facilitando tirar 1 a 1 sem os contaminar).

Para limpar, usar água e detergentes.

Para desinfectar, utilizar desinfectantes e anti-sépticos.

 

Oficinas técnicas

 

Recomenda-se o uso de luvas, devidamente desinfectadas, ou lavagem das mãos antes e depois de manusear óculos para reparação.

Desinfectar todo o óculo e lentes antes e depois de manusear o artigo.

Desinfectar todos os equipamentos, ferramentas e bancada de apoio antes e após a utilização e entregar os óculos ao cliente na respectiva caixa de acrílico/box de trabalho.

Se tiver de adaptar os óculos ao cliente, seguir todos os procedimentos de segurança já referidos.

 

Atendimento dos clientes

 

À entrada da loja deverá haver um local próprio para o cliente desinfectar as mãos.

Quem atende deve usar máscaras. A colocação deste equipamento deve seguir as regras divulgadas pela Direcção Geral da Saúde:

  • Desinfectar as mãos antes de colocar a máscara e depois de a retirar.
  • A máscara deve ser substituída por uma nova logo que fique húmida.
  • A remoção da máscara deve ser feita a partir da parte de trás, segurando nos elásticos ou nos atilhos.

Sempre que possível, deve ser mantida a distância de segurança durante a entrega dos produtos, excepto quando seja possível a instalação de separação/barreira física (de acrílico). Poderão colocar o material a receber e a entregar numa bandeja que será substituída por uma limpa e desinfectada após cada utilização.

Desinfectar as mãos e todo o material usado após cada atendimento.

Desinfectar os óculos que o cliente experimentou antes de os voltar a guardar/colocar no expositor;

Os óculos devem ser limpos regularmente com água e sabão e secos com o  pano de microfibra de uso específico e exclusivo para o efeito, sendo possível o uso de toalhetes de papel descartáveis de uso único.

Aproveitar para recordar os clientes da necessidade de cumprirem todas as regras de segurança.

 

Limpeza e desinfecção dos gabinetes de atendimento

 

O gabinete deve ser totalmente higienizado no início do dia, antes da primeira consulta, e o chão limpo após cada consulta, com hipoclorito de sódio, arejando depois o espaço.

Todas as superfícies e instrumentos ópticos e optométricos de toque devem ser higienizados no final de cada consulta.

Usar solução de hipoclorito de sódio na concentração de 0,05 v/v, pronta a usar (sem ter de diluir). Se adquirir solução de hipoclorito de sódio para diluição, seguir as indicações da tabela no anexo da Orientação da DGS- 014/2020.

Fazer uma primeira passagem com detergente e depois usar a lixívia, deixar actuar durante 10 minutos, enxaguar e deixar secar ou álcool a 70% nas superfícies metálicas ou sensíveis à hipoclorito de sódio ou nas superfícies onde ocorra proximidade com os olhos e pele, deixando-o depois secar naturalmente.

Como tanto o álcool como a hipoclorito de sódio podem causar danos/alterações nas superfícies, após a limpeza dos aparelhos e testes, aconselha-se uma rápida inspecção aos mesmos para verificar se não há restos de produtos, fissuras ou qualquer dano similar de superfície que possa entrar em contacto directo com os tecidos ou mucosas do paciente

 

Exames de optometria e contactologia

 

Conhecer e avaliar os riscos para os pacientes e para si próprio, de transmissão cruzada da infecção.

Conhecer as medidas básicas de prevenção e controlo das infecções associadas aos cuidados de saúde (IACS) a aplicar, em especial as respeitantes ao Covid-19.

Cumprir as normas e recomendações plasmadas neste manual.

 

Obrigações dos profissionais

 

É obrigatório antes e depois de cada consulta a higienização das mãos, bem como ao entrar e ao sair do trabalho, antes e após qualquer procedimento, após retirar as luvas, antes e após utilizar as instalações sanitárias, assoar o nariz, antes  e depois das refeições e ainda todas as outras condições em que se considere necessário fazê-lo.

A lavagem das mãos deve ser feita com sabão por um período nunca inferior a 20 segundos (período padrão recomendado pela DGS), quando não for possível de imediato recorrer à passagem com álcool 70% ou álcool gel (usando-o na sua forma líquida, espalhando-o uniformemente sobre as mãos e deixando secar naturalmente).

É necessária a higienização das mãos sempre que, durante a consulta, haja contacto com a pele, fluídos, ou mucosas do paciente.

É de extrema importância a manutenção da higiene pessoal dos profissionais, a qual inclui nomeadamente:

  • Banho após o trabalho.
  • Manutenção das unhas curtas, limpas e sem verniz ou unhas de gel (não usar anéis).
  • Cabelo curto ou atado.
  • Barba e bigode aparados e limpos (protecção de feridas).

As luvas só devem ser usadas durante procedimentos de limpeza e outras técnicas específicas com o paciente e retiradas com a técnica correcta, a fim de evitar contaminações;

Deve evitar tocar com luvas contaminadas em locais de uso comum (maçanetas de portas, botões de elevador, interruptores de luz, etc.).

 

Uso de consumíveis

 

É obrigatório o uso de consumíveis descartáveis, de uso único por paciente, nos diferentes testes optométricos, nomeadamente:

  • Uso de fluoresceína na sua forma de tiras de papel descartáveis de uso único.
  • Uso de testes de Shirmmer na sua forma de tiras de papel descartáveis de uso único uso de lágrimas artificiais, lubrificantes e soro fisiológico, na sua forma de unidose.
  • Uso de sondas e similares descartáveis, como o caso das sondas de alguns modelos de tonómetros de contacto (tono pen, tonómetro de rebote I-Care, etc.).

 

Uso de lentes de contacto de ensaio

 

É obrigatório o uso de lentes de contacto de ensaio descartáveis, de uso único por paciente, verificando-se a excepção sempre que, pela natureza da adaptação, tal seja manifestamente impossível, como por exemplo: presença de alergias, situação clínica ou incompatibilidades dos tecidos oculares, valores refractivos do paciente, se verifique uma melhoria na qualidade visual com outro material e/ou geometria, etc. No caso de se recorrer a uma adaptação não descartável, existe a obrigatoriedade de se proceder à esterilização das lentes de ensaio após a sua utilização e antes do seu acondicionamento.

 

Equipamentos de protecção

Optometrista

 

É obrigatório o uso de máscara, luvas e viseira ou protecção ocular especifica.

Na execução de exames em que seja requerida a proximidade ocular do aparelho (lâmpada de fenda, queratómetro, etc) deve usar-se protecção ocular específica e voltar depois a utilizar a viseira.

A máscara deve ser substituída sempre que se apresente húmida ou de 4 em 4 horas.

A viseira deverá ser desinfectada com álcool 70%, ou, caso o material não o permita, usar um detergente desinfectante.

Deve ser efectuada uma correcta higienização das mãos após cada consulta, em caso de utilização de luvas estas devem ser substituídas.

Em relação a batas:

  • É recomendado o uso de bata descartável ou, não sendo possível, o uso de um avental de plástico impermeável sobre a farda.
  • Recorrer ao uso de uma bata lavada todos os dias.
  • As batas devem ser apenas usadas no consultório ou, em último caso, restritas ao espaço contíguo da óptica/clínica.
  • É  proibida a sua utilização nos espaços públicos.
  • A bata deve ser lavada a alta temperatura e o seu transporte (após utilização) ser feito de forma hermética.

 

Paciente

 

É obrigatório o uso de máscara no interior do consultório;

 

Número de pessoas no gabinete

No interior do consultório é permitida apenas a entrada do paciente, excepto nos seguintes casos:

  • O paciente seja menor de idade e não demonstre autonomia para estar sozinho na consulta;
  • O paciente apresente algum problema físico, psíquico ou cognitivo e se verifique a necessidade da presença de uma pessoa auxiliar;
  • Se verifique a necessidade de auxiliar devido a restrições de comunicação entre paciente e optometrista (presença de um tradutor gestual, no caso de um paciente surdo/mudo).

 

Periodicidade das consultas

 

Para que se proceda a uma correcta limpeza e desinfecção e arejamento do consultório, é imperativo que seja salvaguardado um período de pelo menos 45 minutos entre a saída de um paciente e a entrada do seguinte.

Sempre que possível, é aconselhada a realização de consulta não presencial, salvaguardando ao optometrista o direito de uma consulta presencial sempre que se verifique necessário para um correcto diagnóstico e salvaguarda da saúde ocular do paciente.

 

Protocolo na consulta de optometria

 

Uso de aparelhos ópticos e optométricos

 

É recomendado sempre que possível o uso, ou preferência, por aparelhos de exame e diagnóstico em que não se verifique uma proximidade com o paciente:

  • Biomicroscopia (uso de lâmpada de fenda com recurso a vídeo).
  • Queratometria (uso de queratómetro automático ou topógrafo).
  • Oftalmoscopia (realização apenas de oftalmoscopia indirecta, oftalmoscopia indirecta na lâmpada de fenda com recurso a lente de fundoscopia, ou através do recurso a métodos de visualização do fundo ocular por captação fotográfica, vídeo ou digital).
  • Tonometria (sendo os estudos, até ao momento, inconclusivos no que se refere à transmissibilidade do vírus pela lágrima, é, todavia, desaconselhado o uso de tonómetro de sopro, podendo este ser substituído por tonómetro de Rebote, com sondas descartáveis).

 

Medições extra-oculares

Medição da distância naso-pupilar, vértex, pantoscópico e altura de montagem recorrendo a equipamentos automatizados de medições, evitando o uso de pupilómetro e outros aparelhos que requerem grande proximidade.

 

Refracção subjectiva

Realização de exame subjectivo com recurso ao foróptero, evitando o uso do óculo de prova, devido ao facto de apresentar elevado número de parte móveis, peças, rebordos, etc, que tornam a limpeza e desinfecção mais difíceis.

No caso de ser impossível o uso do foróptero, restringir ao máximo o número de lentes a usar no óculo de prova, recorrendo, por exemplo, à régua de esquiascopia.

 

Uso de testes optométricos

É de evitar o recurso a testes optométricos, onde se verifique a intervenção do paciente no seu manuseamento, cabendo ao optometrista o seu manuseamento ou o uso de um suporte.

É de evitar o recurso a suportes e ortóteses que sejam colocados na cara do paciente para a realização de testes optométricos, de baixa visão ou terapia visual, sendo sempre que possível substituídos por suportes que sejam manuseados pelo optometrista.

Todos os testes, ou dispositivos optométricos que estiveram em contacto ou na proximidade do paciente devem ser submetidos às normas de limpeza e desinfecção já referidas anteriormente.

 

Limpeza e desinfecção de óculos e lentes de contacto

 

Os óculos devem ser limpos regularmente com água e sabão e secos com o pano de microfibra de uso específico e exclusivo para o efeito, sendo num entanto possível o uso de toalhetes de papel descartáveis de uso único.

Ainda que não existam evidências de risco acrescido de infecções, é pertinente o aconselhamento do uso de lentes de contacto descartáveis de substituição diária.

A substituição das lentes de contacto deve respeitar as normas do fabricante, não devendo o seu período de uso ser superior ao previsto.

Torna-se recomendável o uso de peróxido de hidrogénio concomitantemente, ou em alternância, com o produto de manutenção usual do paciente.

 

Medidas práticas para a operação dos sistemas de ventilação/renovação de ar dos edifícios

 

Ventilação segura dos espaços com ar externo para aumentar a entrada do ar exterior.

Alternar a ventilação para a velocidade nominal, pelo menos 2 horas antes do horário de uso do edifício, e alternar para a velocidade mais baixa 2 horas após o horário de uso do edifício.

À noite e fins de semana, não desligar a ventilação, mas manter os sistemas a funcionar à velocidade mais baixa.

Garantir a ventilação regular das janelas (mesmo em edifícios com ventilação mecânica).

Manter a ventilação da casa de banho 24 horas por dia, 7 dias por semana ligada.

Evitar janelas abertas nas casas de banho, para garantir a correcta direcção da ventilação.

Instruir os ocupantes do prédio a puxar a água nas sanitas com a tampa fechada.

Mudar as unidades de tratamento de ar com recirculação para 100% de ar externo.

Inspeccionar o equipamento de recuperação de calor para garantir que os vazamentos estejam sob controlo.

Desligar ou operar as bobinas do ventilador, para que os ventiladores estejam continuamente ligados.

Não alterar os pontos de ajuste de aquecimento, resfriamento e possíveis humidificações.

Não planear a limpeza do ducto durante esse período.

Substituir o ar externo central e extrair os filtros de ar normalmente, de acordo com o cronograma de manutenção.

Os trabalhos regulares de substituição e manutenção de filtros devem ser realizados com medidas de protecção comuns, incluindo protecção respiratória.

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